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Coisas que me tiram do sério

Aqui vão poder ler desabafos, asneiras, e muita, muita opinião sobre coisas que me tiram do sério!

Coisas que me tiram do sério

Aqui vão poder ler desabafos, asneiras, e muita, muita opinião sobre coisas que me tiram do sério!

Ainda os vizinhos.

Não sei se serão os mesmos, aliás tenho sérias dúvidas que sejam, porque me parece que os do fumo estão por baixo e estes de que vos falo hoje estão definitivamente em cima.

Estes vizinhos em particular gostam de uma boa festa, de gritar e de rir bem alto. Nada contra, eu própria gosto de rir (e até tenho uma gargalhada bem sonora), a não ser pelo pequeno facto de que o fizeram até às 2h da manhã! 

Barulho alheio é coisa que me tira do sério, mas mesmo a sério. Reflecti muito sobre a situação e acabei por lhes ir bater à porta. Consegui ouvir uma delas a dizer "Ah sim, ouvi!" e logo de seguida a continuar nos gritinhos irritantes de miúda bêbeda. Ignoraram-me. Pois que vão brincar com o raio que os parta. Voltei para casa e chamei a Polícia. Acontece que tudo isto foi na noite de 24, e havia mais alminhas a padecer do mesmo mal que eu. 

Fiquei sem saber se a Polícia chegou a aparecer. Mas lá para as 2h da manhã, consegui dormir!

Mas fica aqui o apelo a pessoas que moram em apartamentos: há mais gente para além de vocês. Façam a festa, mas epá... menos.

Os meus vizinhos no seu todo. Mas no particular, as bestas que vão fumar para debaixo do exaustor. 

Hoje, quando cheguei a casa, senti o almoço a fazer todo o percurso inverso no meu tracto gastro-intestinal. Estava um pivete a tabaco que não dava para aguentar. Eu saí da bolha, estou fora da bolha há quase 5 anos, se não me falham as datas. O cheiro a tabaco é uma coisa verdadeiramente insuportável. 

E, estas bestas!, que não têm outro nome!, não têm noção que o ar que o exaustor delas suga vai passar por todos os outros apartamentos até sair sabe-se lá muito bem por onde (porque aqui não há uma chaminé visível). E, quem estiver no caminho desse ar pútrido e fétido, que se relinche, como os passarinhos nas árvores.

Bem sei, caros vizinhos, que está um frio do caraças lá fora. Mas... E O QUE É QUE EU TENHO COM ISSO? Comprem um casaco para irem à rua fumar!

Esta tradição das "Boas Festas". O lindo hábito de mandar a famosa mensagem "Santo Natal" a desejar muita paz e saúde e sei lá mais que clichés. Se as pessoas são importantes, dêem-lhes atenção o ano inteiro. Nem que seja uma vez por mês. 

Deixem de ser hipócritas, sim?

E já agora, Boas Festas.

(Agora façam de conta que isto foi publicado no dia 24!)

Esperar.

Esperar tira-me do sério a valer. Em 5 minutos, podia fazer 300 coisas diferentes. Mas em vez de as fazer, tenho de esperar. Sinto assim um fervor no estômago que se me sobe ao cérebro e quando dou por ela, saem-me coisas pela boca. Às vezes não são muito simpáticas. Mas, temos pena. Não me fizessem esperar.

Pessoas que faltam alto, no seu geral, e no mais particular, as velhas nos autocarros.

Parece que estão constantemente a descompor alguém que lhes fez um mal terrível. Eu vou de phones nos ouvidos, com o som no máximo, e ainda as oiço!

Rai's parta as velhas!!

Receber e-mails que não são para mim.

Não sei se é do conhecimento geral, mas o gmail não faz distinção entre e-mails que têm '.' ou não. Por exemplo coisas.que.me.tiram.do.serio@gmail.com é o mesmo que coisasquemetiramdoserio@gmail.com.

À conta disto, há MONTES de gajas pelo mundo inteiro que têm a felicidade de ter os mesmos primeiro e último nomes que eu e eu é que recebo os emails delas. Estou a ficar ligeiramente saturada. Já cancelei contas de montes de sites, e fiz o famoso "unsubscribe" de imensa coisa, mas isto é tipo a cabeça da serpente. Por cada uma que se corta, aparecem mais 3. 

Eu? Mudar de e-mail? Era o que mais faltava.

Estas pessoas que acham que qualquer pessoa, nomeadamente esta pessoa, está disposta a embarcar numa conversa sobre o tempo, o estado do país, as meias do vizinho.

Epá. Tou a ouvir a minha música, a jogar o meu jogo, a recuperar do dia difícil, ou a acordar, ainda em preparação para o dia difícil. Deixem-me da mão! Não estou mesmo interessada nessa conversa. Ainda por cima, a conversa típica de tuga. Só se queixa, e é tudo uma trampa. Não. Há. Pachorra.

Esta mania linda de estar permanentemente agarrado ao telemóvel, nos transportes públicos, e que se traduz na cada vez mais normal cotovelada nas minhas costelas. 

Eu sei que estou espaçosa, mas, quando se senta alguém ao meu lado, eu guardo o telemóvel, precisamente para não incomodar a alminha que se sentou ao meu lado. Não faço aos outros o que não gosto que façam a mim. 

Mas, se for preciso, também espeto o meu cotovelo, só para "marcar território".

Gente (vamos começar muitas vezes com esta palavra, ou com Pessoas, ou com outros sinónimos) que tem este hábito lindo de ir a falar ao telemóvel nos transportes públicos, como se estivesse a falar com a tia mais surda, que está na outra ponta de um corredor muiiiiiito longo!

Gente: ninguém quer saber do que é que comeram ao almoço ou ao jantar, ou que é que a gaja invejosa do 5° esquerdo disse quando vos viu com aquele penteado, ou aquela vestimenta, ou o raio que parta!

Falem baixo, ok?

Obrigada

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